Deslocamento entre os sentidos
Uma outra experiência de ouvir
É de um tempo…
É de um ritmo…
É daquilo que é o prórpio intervalo do silêncio, não musical
Sentido sensível Falar de uma escuta
É uma escuta do ar
É uma escuta da vibração
É uma escuta do desenho
Quantas coisas são inaudíveis para os nossos ouvidos, mas são sonoras
Tornar audível este inaudível do desenho
Uma possibilidade sensível de entender os mundos
mistério
escrita sonora
Contém segredos, cifras, mistérios, enigmas.
São obras visuais a serem escutadas, por quem as olha...
cartas criptografadas
O fio pode embaraçar, emaranhar, mas ele nunca quebra
destino
mundos paralelos
Experiências não vividas
lembranças de tempos não vividos
narrativas imaginárias
figuras surpreendentes,
amorfas imagens que atravessam simbolismo da linguagem.
Singularidade da história pessoal.
anicca
A artista Vani Caruso costuma deixar-se atravessar pela linha. Linha da vida, linha do desenho, linha/objeto, linha que une, linha que separa, linha que acolhe e recolhe. Linhas e pontos. Na transição entre um ponto e outro, num dia comum, como outro qualquer, percebe o que acontece todos os dias, anos a fio...
Valéria Scornaienchi
sobre isso que acontece todos os dias
Ichi go – ichi e
Um momento, um encontro
Somente esta vez
Nunca mais
Chance única na vida
A poesia de Adélia Prado é um convite para adentrarmos na dimensão do mistério, algo que vai além das realidades deste mundo e contém em si algo de maravilhoso e inefável, que causa estupor e, ao mesmo tempo, insere-nos no universo do cotidiano, dando sentido e significado às coisas simples da vida...
Sei que Deus mora em mim
como sua melhor casa.
sou sua paisagem,
sua retorta alquímica
e para sua alegria seus dois olhos.
Mas esta letra é minha.
(Adélia Prado)
O mistério e o cotidiano